segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Nós machucamos

A gente erra.
O tempo todo a gente erra.

A gente descobre durante a vida que somos todos egoístas.
Nós nos sentimos triunfantes quando alguém gosta da gente, somos demais. Secretamente é ótimo ver a tristeza do outro só para nos firmar. Encher nosso ego, sabe?
Aquela pessoa só quer nos dar amor, e a gente a enche de tristezas, às vezes sem pensar, porque aquilo que não sentimos não é tão importante.

Somos tão egoístas.
A gente erra com quem nao deveria e acerta com quem não merece.
Eu aprendi na vida o quanto é importante o sentimento das pessoas, ainda mais se estão relacionados à nós.
Eu queria não machucar tanto quanto eu machuquei.
Eu queria não ter me machucado tanto por distribuir sentimento à quem o rejeitou.

Eu nunca mais quero cometer esse erro.
Eu quero proporcionar felicidade às pessoas. Nada mais que isso.
Eu tenho tanta coisa boa em mim, tanto sentimento bom, eu quero distribuí-lo por onde quer que eu passe.

Eu sinto muito.

Eu lembro de momentos que eu queria poder apagar.

A gente da importância a tanta coisa supérflua, a quantidade de pessoas que te conhecem, à quantos amigos tem, à quantas pessoas curtiram suas fotos.
Tanta besteira.
Eu não me importo mais com isso.
Eu quero felicidade na vida das pessoas que me rodeiam.

Eu amo.
Eu sou de câncer.
Eu sinto.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

I'm a free soul

I'm a free soul.

There's nothing worst than feeling I'm locked in a cage.

I'm a free soul.
Music runs through my veins.
I have almost forgot
Music is what makes life worth living.
The rhythm , the sad melodies
Makes me euphoric
Makes me feel free

I'm a free soul.
Always will be.
I'm a free soul
Don't take me for granted.

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

O adulto que relatou ter perdido o pai quando criança

14 de Agosto de 2017.
Pós dia dos pais.

Nunca fui de ser emotiva nesse feriado.
Quando criança, por um breve periodo de tempo comemorei o dia dos pais com o meu pai. Logo, comemorei o dia dos pais com o meu avô, e, tão pequena e ingênua eu era, nunca tive muita consciência do que era não ter pai, porque aquela sempre foi a minha realidade... Não ter pai, para mim, se fez normal. Não ter pai, para mim, era entregar o presente da escola para o meu vô, simples, não me fez nenhum mal. O primeiro dia dos pais que passei sem pai, foi a tanto tempo atrás, que não me lembro como foi, nem como me senti. Hoje imagino que as professoras da escola sofriam por mim muito mais do que eu mesma. Essa é a realidade que vocês não conhecem sobre ser orfão quando muito criança: A gente nem sabe que é. A gente não sabe de nada.
A minha mãe supriu toda a minha necessidade paterna, nunca faltou carinho, amor e educação. Talvez a realidade de outrem seja diferente.

Somente a alguns anos atrás foi que comecei a ter contato com outras casas, famílias e pessoas. Passei mais tempo com amigos e amigas e comecei a perceber tudo o que eu não tinha.
Apesar disso, sou grata por todos os eventos da minha vida e tudo que me trouxe até aqui, ser uma filha sem pai incluso.

Não digo que hoje eu invejo meus amigos por terem pais, mas sinto um enorme vazio quando percebo que a experiência que eles vivem, eu não conheci nessa vida. É algo que faltou, sabe? Algo que foi arrancado de mim. Algo que sinto curiosidade de saber como é, embora eu saiba que, no meu caso, eu dificilmente teria uma boa relação com meu pai como eles têm. Hoje eu sinto mais do que sentia anteriormente. Hoje, que eu conheço a vida, eu queria ter sido permitida ter o que não tive. Hoje.
Ontem.
Amanhã.
Todos os dias.

Não sinta tanta dor no coração de ver a criança sem pai. Sinta dor no coração de ver o adulto que relatou ter perdido o pai quando criança.
Não exponha pra criança o quão triste ela deve ser por não ter pai, ela provavelmente ainda não sabe, pra quê apontar? Deixa ela ser criança e não saber de nada. Deixa ela ser feliz. Ela vai entender quando crescer.

Ela vai saber sozinha.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Inside my head

Bom dia!
Hoje, dia 11 de agosto de 2017, acordei e comi pão com manteiga e geléia diet, leite com adoçante e alguns cookies integrais.
Saudável? Não muito.
Comi bem, e gostei muito de comer, mas já com o intuito único de conseguir passar o resto do dia sem comer mais quase nada.
Passo meus dias inteiros no trabalho. Eu e meu namorado trabalhamos duro, doze horas por dia. Recentemente abrimos uma loja estilo quiosque no shopping, trabalhamos com açaí, cupuaçu e 29 opções de acompanhamento. Não temos funcionários por enquanto, aqui no shopping temos muitas contas e pouca freguesia para colocar alguém trabalhando, por isso estou aqui, dia pós dia, comendo pouco, na segunda semana após inaugurar o quiosque para fazer o nome da empresa. Açaí Bay.
Durante os últimos dois anos, engordei 10 kg, trabalhar com açaí não me ajudou nem um pouco a perde-los, comi açaí praticamente todos os dias durante os últimos 9 meses, embora não tenha ganhado muito mais peso além daqueles que ganhara anteriormente. Presumo que meu peso habitual seja esse em que estou, 60 a 63 kg, mas pra quem já pegou 51 kg, isso não é nada agradável.
Vivo nesse mesmo sistema e sociedade do qual todos nós estamos fadados. A magreza é invejada, endeusada, causa doença, é mortal.
Sei que vivo na base de tudo isso.
Já passei dias sem comer direito.
Já fiz dieta cetônica, onde minha rotina era acordar o mais tarde possível, tomar café com leite desnadato misturado com água e adoçante pare reduzir as calorias, e minha única refeição de verdade era uma carne de hambúrguer, tomate e alface, pontualmente as 17:00h, antes de ir para a faculdade, onde eu seria obrigada a sentir fome até o final da aula, às 23:00.
Já tive episódios compulsivos e tentei purgar através de vômitos, falhei, mas através de laxantes, com êxito.
Exercícios excessivos com sucesso.
Alimentação restrita e muito regrada, também com sucesso.
Saúde mental? Péssima.
-Dias de pizza em que eu me tranquei no quarto para chorar.
-Batata frita sobre a mesa que eu não queria comer me causavam um mal humor danado.
-Pressão baixa, tonturas e visão turva ao levantar rápido demais...
Todos os itens: ✔.

Hoje não vivo mais dessa forma, mas o que falta pra eu desencadear episódios como esse novamente?
Três quilos a mais?
Uma calça que já está apertada?
Não entrar no jeans 38?
Um filme na netflix lançado no dia do meu aniversário? 14 de julho.
Se um filme desses é capaz de mexer com a mente de quem já passou por distúrbios alimentares, o que 13 reasons why causa nas pessoas suicidas?

Quão tênue é a linha que divide a saúde mental de um colapso nervoso?